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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

A ronda de um espectro - gênio e elefante

Steven Jobs

Por George W de B Cavalcanti*


Quando se consegue um acumulo pessoal de conhecimento densamente variado, é quando se pode dizer que se é detentor de um conhecimento geral. E, é nesse nível intelectual básico que se inclui os saberes sobre os demais animais; e, os elefantes se sobressaem. Não só pelo grande tamanho, mas, por demonstrarem sentir a proximidade do fim de seu tempo existencial individual e, então, buscar um específico lugar adequado para o seu termino. Assim, por silogismo, não fica difícil de estender esta possibilidade e capacidade a outras espécies; aos vegetais e, até mesmo, ao mineral.

Até porque todos de uma forma ou de outra estão estruturalmente mutuamente presentes e, mais que isto, inerentes; a realidade é sistêmica. Portanto, temos que admitir que essa não é uma prerrogativa exclusivamente de nós humanos. Há um lugar para cada coisa e cada coisa, ao menos ao final, deve estar em seu lugar; e, fugir a isso é favorecer o caos e derrocada existencial em determinada dimensão. Porque em essência e consequência não há um termo absoluto, e sim relativo; axiomaticamente: há uma transformação.

Em torno disso o animismo forjou o espectro da figura com a longa foice, que colhe e finaliza a existência das criaturas; e, a rondar a vida em seu momento mais extremo e seu ponto de mutação mais radical. Mas, nas palavras de Steven Paul Jobs (São Francisco, Califórnia, 24 de fevereiro de 1955 — Palo Alto, Califórnia, 5 de outubro de 2011) somente: "um momento de dar oportunidade e lugar para o novo, para a renovação". Sim, para a renovação e inovação de ideias, de criação e de estruturação de novas possibilidades.

Porém, a aproximação desse espectro geralmente não representa um estado ou condição de felicidade e de alegria; e, no máximo com dignidade: de resignação. Seja no tempo, seja no espaço em que ocorre essa, digamos "convivência", nunca é fácil -; assim como não o é entre os gênios e as pessoas comuns. Até porque, enquanto uns estão atentos e mentalmente excitados por cada lampejo de conhecimento e a antegozar saltos de qualidade na realização da vida, os outros continuam a dormir diante da realidade.

Genialidade e morte igualmente nos rondam -; esta última à vida de todas as criaturas e a primeira aos medíocres e/ou concorrentes. É que lhes bate uma insegurança e um medo tremendo ante essas elaborações personificadas; ainda - e por muito tempo mais - igualmente transformadoras e polêmicas. A primeira para o bem e aperfeiçoamento, e a última, para o quê? Há quem garanta que, para os bons há sempre disponível um túnel de luz e para os outros: nem "luz no fim do túnel".

O certo é que, os elefantes se encaminham para um lugar afastado da manada - geralmente um mesmo local do bioma - para dar o seu derradeiro suspiro. E, os gênios tem o costume poderoso de, por alguns momentos, fazer entreabrir os olhos da sociedade; para tentar despertar o contingente da humanidade adormecida na desinformação, no desconhecimento e na alienação.

A minha posição nessa história é que, embora a essa altura da vida eu já tenha acumulado algum conhecimento e relativo domínio da informática, longe estou de ser um gênio. Mas, bem que gostaria de, como o Jobs, dar a minha parcela de contribuição incluindo extraordinário legado de renovação tecnológica e empresarial -; e, principalmente, com tão exemplar diálogo com o espectro.

Também sei que, guardadas as devidas proporções, por aqui também incomodo a muitos que "dormem". Aos quantos a minha vigília do conhecimento e busca da verdade os assombra; como pesadelo em seu sono existencial. E ainda que, na condição precária em que sobrevivo, ao menos - como um elefante -, eu gostaria de escolher descansar dessa lida em um outro espaço; e, em um outro tempo.


(Ilustrações - fonte: Google Imagens)

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